Arquivo de Cultura

QUASE IMORTAL…

Por essa o Connor MacLeod não esperava.  Enquanto os guerreiros Higlander tinham como única vulnerabilidade a perda da sua cabeça, nós escritores podemos nos tornar imortais invulneráveis.

Basta para isso fazer parte da Academia de Letras.

No próximo dia 16/10 tomo posse na ACLEC- Academia de Letras de Cacoal, tendo como patrono o escritor Guimarães Rosa. Apesar de modesta, a ACLEC tem seu estatuto próprio, seu CNPJ e a mesma estrutura organizacional de qualquer academia de letras do Brasil.

É uma honra sem tamanho fazer parte de tão nobre instituição e assim galgar mais um degrau na minha humilde carreira de escritor desconhecido.

Espero que possa fazer jus ao convite e honrar também essa casa.

Obrigado ao Sr João Batista Lopes, escritor, historiador, Presidente da ACLEC, pelo convite.

Fernanda Real – tal pai…

E ela enfrentou sua primeira platéia neste ultimo dia 17/09 cantando Verde, da Leila Pinheiro. O nervosismo atrapalhou um pouco e os pequenos deslises foram inevitaveis. Mas para uma garota de 11 anos, está muito bem, na minha opiniao. Assistam e deem a sua.

Mini-Curso de Oratória

Foi um grande sucesso o mini-curso de Oratória, “Os Domínios da Oratória”, que ministrei no ultimo sábado, 18/09. Com duração de 4 horas e participação de 53 pessoas, o curso contou com a inédita “terapia de confronto” onde os participantes eram incentivados a dizer uma pequena frase diante de todos, enquanto era vaiado covardemente pelo restante da turma. Nenhum participante se recusou a passar pela experiência e todos elogiaram muito a técnica, que teve como finalidade mostrar para todos que falar em público não pode matar você e nada pior do que aquela situação da vaia vai acontecer na realidade. Ao final, todos receberam seus certificados e se mostratam bastante satisfeitos.

O mini curso abordou temas como a origem do medo e técnicas de Mapa Mental.

Abaixo, algumas fotos do evento.

Quais são as Sete Artes?

Sendo o Cinema a Sétima Arte, quem nunca se questionou sobre as restantes seis?

Efetuar esta pergunta a alguém associado à área artística representa enveredar num emaranhado de respostas pouco hegemônicas. Apesar da dificuldade em obter uma resposta satisfatória, um dado é autêntico: o cinema é apelidado de Sétima Arte, pois antes do seu nascimento eram reconhecidas seis artes. Mas quais?

Dos quatro pilares nos quais assenta a cultura humana (Arte, Mística, Filosofia e Ciência), a Arte é muito provavelmente a mais antiga a ser regularmente praticada pela Humanidade. A constatação é verificada entre os animais, quer nos seus cânticos ou inclusive nas peculiares pinturas feitas pelos primatas.

As matérias lecionadas nas escolas medievais eram representadas pelas chamadas Artes Liberais, decompostas em Trívio (Gramática, Retórica e Dialética) e Quatrívio (Aritmética, Geometria, Astronomia e Música). Juntas formavam as Sete Artes Liberais. Como é possível constatar, as Artes da Idade Média nada têm a ver com as Sete Artes do Século XX.

As Sete Artes são consideradas a Música, a Dança, a Pintura, a Escultura, a Literatura, o Teatro e o Cinema. Não existe uma hierarquia basilar (apenas o cinema ocupa uma posição conhecida, a Sétima), no entanto cada pessoa pode tentar ordená-las. Para mim a Música é a primeira, pois até no mundo animal ela é executada desde os primórdios. A Dança é praticamente indissociável da Música, logo virá em segundo. Após o aparecimento do Homo Sapiens, como as formas de expressão eram majoritariamente tácteis surgiu a Pintura e a Escultura. Na quinta e sexta posições teremos a Literatura e o Teatro, respectivamente. A Sétima Arte é o Cinema. Olvidar a ordenação das Artes gerou uma estranha e até absurda constatação. A oitava e a nona Artes são respectivamente, a Fotografia e a Banda Desenhada. Como poderá a Fotografia estar após o Cinema, se o Cinema surgiu por curiosidade para dar movimento às fotografias? Será que a ordem não deverá ser cronológica? Será um simples desmazelo da Humanidade, ignorar a disposição das suas Artes?

Aprecio todas as formas de Arte, no entanto o cinema é a minha predileta – sendo uma Arte jovem, com pouco mais de 100 anos. O cinematógrafo foi inventado pelos irmãos Lumière para dar movimento às coisas paradas. A base realista do Cinema era assim criada. Depois surgiu George Méliès e em função da sua grande imaginação a Sétima Arte tomou um novo rumo, ganhou uma perspectiva ambiciosa. Ele forneceu a base fantasista, sendo o primeiro inventor de ficções cinematográficas. A sua idéia era transformar os sonhos das pessoas em imagens animadas na grande tela. Para completar as três fundamentais fases do Cinema veio Max Linder, que iniciou o cômico. Linder é considerado a primeira Personagem-Caráter do cinema. Charles Chaplin chamou-o várias vezes de Mestre, confessando que foram as películas de Linder que o levaram a fazer os seus próprios filmes. Linder confessou mais tarde de uma forma modesta que foi ele quem aprendeu realmente com Chaplin.

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Concertos para todas as idades.

Para quem gosta de boa música, segue abaixo a programação para Novembro e Dezembro da Orquestra do Estado de Mato Grosso. Maiores informações, clique AQUI.

Novembro 20, 21, 22 e 23 (quinta, sexta, sábado e domingo) Sesc Arsenal

Piazzolla, Gimenez e Guapo Marques Caraí, bandoneon

Leandro Carvalho, regência

Dezembro 13 e 14 (sábado e domingo) Centro de Eventos do Pantanal Auto de Natal

Sugestão de leitura-Livros que li e que recomendo.

SAGARANA – JOAO GUIMARAES ROSA
Em 1946, Guimarães Rosa não era, propriamente, neófito em matéria de literatura. Já havia recebido o 1º Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, com Magma, no dia 29 de junho de 1937. 

IRACEMA – JOSÉ DE ALENCAR
¨A lufada intermitente traz da praia um eco vibrante, que ressoa entre o marulho das vagas: – Iracema! (…)Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.¨

O CORTIÇO – ALUIZIO AZEVEDO
João Romão, português, bronco e ambicioso, ajuntando dinheiro a poder de penosos sacrifícios, compra pequeno estabelecimento comercial no subúrbio da cidade (Rio de Janeiro). Ao lado morava uma preta, escrava fugida, trabalhadeira, que possuía uma quitanda e umas economias. Os dois amasiam-se, passando a escrava a trabalhar como burro de carga para João Romão. Com o dinheiro de Bertoloza (assim se chamava a ex-escrava), o português compra algumas braças de terra e alarga sua propriedade.

O CAÇADOR DE PIPAS – KHALED HOSSEINI
O caçador de pipas conta a história de Amir, um garoto rico de Cabul, no Afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído seu criado e melhor amigo, Hassan, filho de Ali, também empregado do seu pai. A história tem como cenário uma série de acontecimentos políticos tumultuosos, que começa com a queda da monarquia do Afeganistão decorrente da invasão soviética, a massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Militar.
A CIDADE DO SOL – KHALED HOSSEINI
Do mesmo autor de “O Caçador de Pipas”. Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos.

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – MARKUS ZUSAK
A menina que roubava livros conta a história de Liesel Meminger, uma menina que foi adotada por Hans e Rosa Hubermann após a morte de seu irmão mais novo. Logo no primeiro capítulo ela se encontra com a narradora do livro: a Morte, que ao longo da narração observa atentamente a vida de Liesel, isto é, observa a vida da menina enquanto não está ocupada recolhendo as almas.

A CONSPIRAÇÃO FRANCISCANA – JOHN SACK
Em 1230, a Ordem dos Franciscanos dissimulou os estigmas da pele de São Francisco de Assis e escondeu o lugar exato de sua tumba, que só seria descoberta 600 anos depois. Que segredo terrível e ameaçador a Igreja desejava ocultar?

A MONTANHA E O RIO – DA CHEN
A montanha e o rio narra a saga de dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a história política e social da China no final do século XX.

FORTALEZA DIGITAL – DAN BROWN
Antes do Código Da Vinci de Dan Brown estourar pelo mundo inteiro, o autor já demonstrava um singular talento de contador de histórias; em Fortaleza Digital seu primeiro livro, (1998) E.U. 

O CÓDIGO DA VINCI – DAN BROWN
Que mistério se esconde por trás do sorriso de Mona Lisa? Durante séculos, a igreja conseguiu manter a verdade oculta… até agora. Antes de morrer assassinado, Jacques Saunière, o último grande mestre de uma sociedade secreta que remonta ao tempo da fundação dos Templários, transmite a sua neta Sofia uma chave misteriosa.

ANJOS E DEMÔNIOS – DAN BROWN
Antes de decifrar ´O Código Da Vinci´, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano.

PONTO DE IMPACTO – DAN BROWN
Quando um novo satélite da NASA encontra um estranho objeto escondido nas profundezas do Ártico, a agência espacial aproveita o impacto da sua descoberta para contornar uma grave crise financeira e de credibilidade.

UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO – GEOFFREY BLAINEY
Há 2 milhões de anos, eles viviam na África e eram poucos. Eram seres quase humanos, embora tendessem a ser menores que seus descendentes que hoje povoam o planeta. Andavam eretos e subiam montanhas com enorme habilidade.

O CÓDIGO DA VIDA – SAULO RAMOS
Em Código da Vida, a pretexto de contar, com todos os detalhes, um caso curiosíssimo que viveu como advogado, Saulo Ramos entermeia essa história de suspense absolutamente verídica com sua história de vida, desde a infância nas cidades paulistas de Brodowski e Cravinhos, até os dias de hoje. Desobedecendo todas as obviedades da estrutura tradicional das biografias, Saulo Ramos constrói uma obra de qualidade espantosa, seja pela riqueza vocabular de sua linguagem, seja pela maestria com que utiliza os recursos literários de uma narrativa. Mas, como se isso não bastasse, a vida de Saulo Ramos tem ingredientes dignos das mais importantes biografias já publicadas no Brasil. Como o menino do interior chegou a Consultor Geral da República?