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Ronaldinho na academia de letras???

Só me faltava essa. Vejam o que o jornalista Luiz Carlos Prates pensa sobre o assunto.

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Verdades sobre o carnaval

Book Trailer – A Flecha

BBB. em prosa e verso.

É impressionante a capacidade que o nosso povo tem de criar. Ao contrário do que muitos pensam, as classes menos favorecidas do nosso país têm uma sensibilidade e criatividade fora do comum. E volta e meia nos deparamos com expressões populares de intenso senso crítico e de contestação.

É o caso, por exemplo, do professor e grande cordelista baiano Antonio Barreto, que ficou conhecido em todo o Brasil ao fazer uma verdadeira crítica social em forma de cordel. O autor satiriza e faz uma inteligente crítica ao programa Big Brother Brasil e ao seu apresentador, Pedro Bial. O cordel “Big Brother Brasil, um programa imbecil” vem causando muita polêmica. Uma vez que o professor ,não mede as palavras e solta o verbo e o talento contra o Reality Show da “toda poderosa” Rede Globo.

Vejam abaixo o texto na íntegra:

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

QUASE IMORTAL…

Por essa o Connor MacLeod não esperava.  Enquanto os guerreiros Higlander tinham como única vulnerabilidade a perda da sua cabeça, nós escritores podemos nos tornar imortais invulneráveis.

Basta para isso fazer parte da Academia de Letras.

No próximo dia 16/10 tomo posse na ACLEC- Academia de Letras de Cacoal, tendo como patrono o escritor Guimarães Rosa. Apesar de modesta, a ACLEC tem seu estatuto próprio, seu CNPJ e a mesma estrutura organizacional de qualquer academia de letras do Brasil.

É uma honra sem tamanho fazer parte de tão nobre instituição e assim galgar mais um degrau na minha humilde carreira de escritor desconhecido.

Espero que possa fazer jus ao convite e honrar também essa casa.

Obrigado ao Sr João Batista Lopes, escritor, historiador, Presidente da ACLEC, pelo convite.

Fernanda Real – tal pai…

E ela enfrentou sua primeira platéia neste ultimo dia 17/09 cantando Verde, da Leila Pinheiro. O nervosismo atrapalhou um pouco e os pequenos deslises foram inevitaveis. Mas para uma garota de 11 anos, está muito bem, na minha opiniao. Assistam e deem a sua.

Mini-Curso de Oratória

Foi um grande sucesso o mini-curso de Oratória, “Os Domínios da Oratória”, que ministrei no ultimo sábado, 18/09. Com duração de 4 horas e participação de 53 pessoas, o curso contou com a inédita “terapia de confronto” onde os participantes eram incentivados a dizer uma pequena frase diante de todos, enquanto era vaiado covardemente pelo restante da turma. Nenhum participante se recusou a passar pela experiência e todos elogiaram muito a técnica, que teve como finalidade mostrar para todos que falar em público não pode matar você e nada pior do que aquela situação da vaia vai acontecer na realidade. Ao final, todos receberam seus certificados e se mostratam bastante satisfeitos.

O mini curso abordou temas como a origem do medo e técnicas de Mapa Mental.

Abaixo, algumas fotos do evento.

Nova Reportagem sobre o Livro

Caros amigos, recentemente fizeram nova matéria, agora veiculada na web, sobre meu livro.

Cliquem na figura abaixo para ver a matéria na íntegra.

MEMÓRIA DE ELEFANTE

No seio misterioso da floresta indiana, vivia um caçador chamado Ky Shakhana.
Um dia ele avistou um pobre paquiderme deitado ali no chão, ferido, enorme, inerme.

Shakhana aproximou-se e, num sublime impulso, sentiu-lhe a febre ardente, então tomou-lhe o pulso,

Foi quando viu no pé do agônico elefante, a farpa que lhe causava a dor alucinante.

Rapidamente Ky num gesto habilidoso, logo extirpou-lhe o imenso espinho doloroso.

Depois, com agilidade e competência inata, vinte quilos de sulfa aplicou-lhe na pata.

Enrolou-lhe no artelho um band-aid gigante e por fim ministrou-lhe um galão de laxante.

Afastou-se o bichinho, feliz e curado, deixando do purgante o rastro almiscarado.

Muitos anos passaram. Já velho, Shakhana retomava alquebrado à sua cabana.

Mas eis que da floresta vem de supetão um elefante!

Pois vê nítido e claro, frente ao seu nariz, o band-aid em farrapos e a cicatriz.

O elefante sorri e olha com amor bem no fundo dos olhos do seu salvador, como se lhe dissesse com a pata no ar.”Ah! Me lembro de ti! Como não recordar…

Foi teu gesto gentil que salvou minha vida, aliviando-me a dor, me limpando a ferida!

Não existe elefante que disso se esqueça.

E depois, sutilmente, esmagou-lhe a cabeça.

 

MORAL: A memória do animal ninguém refuta mas tem elefante que é filho da puta!

Jô Soares

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